Aperfeiçoamento do Exame Nacional do Ensino Médio em pauta na SBPC
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o desafio do acesso às universidades federais foi tema de mesa-redonda nesta terça-feira, 12, na 63ª Reunião Anual da SBPC, que ocorre esta semana na UFG, em Goiânia. Reitores, professores e estudantes discutiram a qualidade, funcionalidade e logística de aplicação do Enem, atualmente utilizado por 83 instituições de ensino – entre universidades federais, estaduais e institutos federais - como processo seletivo para ingresso no Ensino Superior.
O debate contou com a participação da presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) Malvina Tuttman. Ela apresentou algumas mudanças no Enem, como a chamada pública para instituições de Ensino participarem como elaboradoras de questões das provas do Enem. “A elaboração de testes em larga escala fortalece qualitativa e quantitativamente o exame”, afirmou Malvina. Entre as novidades, também está a realização de duas edições da prova do Enem em 2012, em abril e novembro.
Ao centro Malvina Tuttman do Inep
Logística
Depois do escândalo do furto das provas do Enem 2010, a logística do exame, que em 2011 tem aproximadamente 6 milhões de inscritos, preocupa estudantes e gestores públicos. Os reitores das Universidades Federais, reunidos na Plenária da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) - que ocorreu simultaneamente à 63a. eunião Anual da SBPC-a companharam a mesa-redonda e reivindicaram a participação das universidades na aplicação dos testes. Eles destacaram a experiência e potencialidade dessas instituições para aplicação das provas, reconhecendo a complexidade logística.
A plateia questionou ainda fatores como a correção das redações e a divulgação dos resultados. A presidente do Inep garantiu que é preocupação do órgão aperfeiçoar estes processos: “Antes, se a discrepância de notas das redações era de 500 pontos, a prova era passada a um terceiro corretor. Agora, diminuímos esse critério para 300 pontos”. Entre os caminhos pensados, Malvina também destacou que é intenção do Inep enviar boletins e redações corrigidas para os participantes, provavelmente a partir do Enem 2012.
Inclusão social
Quando apresentado pelo Ministério da Educação (MEC), o novo modelo do Enem enquanto meio de acesso às universidades tinha o objetivo de aumentar as possibilidades dos estudantes, promovendo a inclusão social. Isto porque se trata de um certame nacional, em que os candidatos podem se inscrever pela internet e realizarem as provas em suas cidades de origem, concorrendo a vagas em instituições de todo o país.
O modelo foi adotado de diferentes formas pelas universidades. Algumas preenchem todas as vagas utilizando apenas a nota do Enem, enquanto outras a mesclam com notas de provas de vestibular ou até utilizam os dois sistemas para selecionarem os alunos. Segundo o reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) Pedro Ângelo Almeida Abreu, alguns cursos só passaram a ter todas as vagas preenchidas depois da utilização do Enem como processo seletivo. “São resultados fantásticos. Porém, ainda é preciso investir na permanência dos estudantes pobres”, afirmou o reitor.
Na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), o resultado mais visível da adoção do Enem como processo seletivo é o aumento no número de inscritos, que saltou de 38 mil para 180 mil: “Alguém estava ficando de fora”, concluiu a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder.
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Fonte: Ascom / UFG
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