
Envolvidos na reestruturação da Pedra Goiana realizam segunda visita técnica
Tiago Gebrim
A UFG realizou, no último sábado, dia 27 de novembro, uma visita técnica à Pedra Goiana, localizada na Serra Dourada, próxima à cidade de Mossâmedes. Esta foi a segunda vez em que a comitiva designada para a reestruturação do monumento compareceu ao local, desde que o projeto foi encampado, no início de 2010. Na primeira visita, ocorrida em junho, os professores Enio Pazini, Márcio Moraes e José Affonso Brod, fazendo uso de equipamentos específicos e técnicas como ultrassonografia, recolheram dados para precisarem a densidade da rocha, suas características físicas, mineralógicas e mecânicas. São fatores importantes que indicam, por exemplo, se ela suportaria ser içada de volta à sua posição original ou se sofreu danos com o impacto da queda, em 1965.
Agora, o objetivo da visita foi outro: descobrir o volume da pedra e discutir estratégias para trazê-la de volta. Uma grande equipe esteve no local: da cidade de Goiás estavam o prefeito, Márcio Caiado, o vice-prefeito, Joaquim Berquó Neto, o secretário de Meio Ambiente, Júlio Crosara, o secretário de Agricultura, Fernando Veiga Jardim, e o major comandante do Corpo de Bombeiros da cidade, Jailton Figueiredo; de Mossâmedes estavam a prefeita, Divina Lúcia Almeida Dias, e a secretária de Meio Ambiente e Turismo, Abadia Linhares; Mário César de Paiva, da César Transportes, o major da Brigada de Operações Especiais do Exército, Renato Eickhoff, e os topógrafos da Copebrás, Alessandro Rodrigues Santos e Alex Pires Pereira, responsáveis pela aferição do volume da Pedra Goiana. Da universidade participaram os integrantes da comissão de reestruturação, professores José Affonso Brod e Enio Pazini e a pró-reitora de Graduação Sandramara Matias, além da arquiteta e gerente de projetos do Cegef/UFG, Ana Domitila Mendonça, e do reitor da UFG, Edward Madureira Brasil.
Durante toda a manhã e parte da tarde os professores, topógrafos e demais profissionais estiveram envolvidos com a medição do volume da rocha e com as possibilidades de içamento. O relevo em que a pedra se encontra dificulta o acesso terrestre, tornando praticamente inviáveis os trabalhos feitos por guindastes, que perdem sua capacidade conforme vão se distanciando do objeto a ser içado. Uma alternativa apresentada pelo professor Enio foi a de levantar a pedra com os guindastes e corrê-la através de canaletas de metal até sua base original, de onde apenas corrigiriam sua posição. Outra possibilidade, ainda incerta, é obter a autorização da Petrobrás para fazer uso de seus helicópteros de carga, capazes de transportar até 20 toneladas.
Sobre o volume, os dados obtidos serão cruzados com os anteriormente captados, a respeito de sua densidade, para então calcularem com segurança o peso total da rocha. Por fim, encomendou-se ao major Eickhoff algumas fotos aéreas da região, para facilitar a elaboração das estratégias para recolocação da Pedra Goiana em sua posição de destaque.
Fonte: Ascom/UFG