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Professores buscam soluções para reerguer a Pedra Goiana

On 07/07/10 23:38 .
Uma coletiva de docentes da UFG visitou o monumento na Reserva da Serra Dourada para avaliar sua situação

Por Illa Rachel

Fotos: Carlos Siqueira

 

Os professores da Escola de Engenharia Civil da UFG, Enio José Pazini Figueiredo, Márcio Belluomini Moraes, e o professor do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA/UFG), José Affonso Brod, viajaram na manhã de ontem (01/07) até a cidade de Mossâmedes, onde fica localizada a Reserva Serra Dourada. Acompanhados da pró-reitora de Graduação da UFG, professora Sandramara Matias Chaves, do professor e diretor da Reserva, José Ângelo Rizzo, do major do Corpo de Bombeiros, Jailton Figueiredo, do secretário do Meio Ambiente da Cidade de Goiás, Julio Crosara, da secretária de Meio Ambiente, Turismo e Cultura de Mossâmedes, Abadia Linhares, e do secretário administrativo de Mossâmedes, Sílvio Fernandes Menezes, que estava representando a prefeita de Mossâmedes, Divina Lúcia de Almeida Dias, a comitiva conheceu um pouco da Reserva e os engenheiros e geólogo puderam fazer as primeiras observações a respeito da Pedra Goiana.

 

A Reserva Biológica Professor José Ângelo Rizzo na Serra Dourada faz parte do Parque Estadual da Serra Dourada e tem uma área de 144 hectares. Famosa por suas formações rochosas esculpidas pela ação do vento e da chuva, a Reserva abriga também o laboratório de pesquisa biológica da UFG, onde estudiosos fazem uso do ecossistema da região, rico em espécies nativas da flora do cerrado, para construir conhecimento.

 

 

Mas talvez o ponto de maior destaque da Reserva seja a Pedra Goiana, monumento natural  que era caracterizado pela presença de uma pedra com peso estimado de 60 toneladas sustentada em duas pedras bem menores. Ela foi tombada em 1965 por um grupo de estudantes que usaram um macaco hidráulico para destruir o que a natureza levou milhares de anos para construir.

 

A equipe técnica formada pelos professores da Engenharia e do IESA/UFG fizeram diversas observações do monumento. Uma ultrassonografia foi realizado na Pedra Goiana para verificar o estado do interior da rocha, amostras foram coletadas e o monumento foi dimensionado. De acordo com o professor Enio Figueiredo, a partir de agora, os dados coletados serão analisados para estimar as características físicas, mecânicas e mineralógicas da Pedra.

 

 

O professor Márcio Moraes é enfático em dizer que a maior dificuldade em reerguer a Pedra é operacional. Isso porque ela está localizada em uma parte alta da Reserva, dificultando o acesso de meios que pudessem erguer o monumento. Dessa maneira, várias possibilidades serão avaliadas até que se chegue a um consenso. Um ponto importante para se tomar a decisão final é o estado da rocha. O professor José Affonso Brod explica que testes mecânicos deverão ser realizados nas amostras e, somados às outras características da rocha, poderão demonstrar o quanto a Pedra Goiana aguentaria para ser movida para a posição original.

 

O projeto ainda está no começo. Os estudiosos deverão avaliar as condições da Pedra, do local e considerar fatores externos que, porventura, possam atrapalhar o objetivo final de recolocar a Pedra Goiana no seu lugar de origem. Há, ainda, muito a ser feito, mas o primeiro passo já foi dado na caminhada da reconstrução da história goiana, e também da Reserva Biológica Professor Jose Ângelo Rizzo.

 

Quelle: Ascom/UFG

Kategorien: Restauração

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