Acof 2026

Acof 2026 é lançada com foco na mulher agricultora

In 04/03/26 16:08 .

Primeiro encontro do ano reuniu instituições parceiras, agricultores familiares, cooperativas e movimentos sociais

Texto: Arthur Gabriel

Fotos: Evelyn Parreira

 

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, na última sexta-feira (27/2), o primeiro encontro de abertura da 23ª edição da Agro Centro-Oeste Familiar (Acof). Neste ano, o evento terá como temática principal “Mulher agricultora: o protagonismo da agricultura familiar é seu”, que estabelece diálogo com a Organização das Nações Unidas (ONU), que definiu o ano de 2026 como o ano internacional da mulher na agricultura.

O encontro foi marcado pela presença de organizadores da feira, que se reúnem com as mais de 40 instituições parceiras, além de agricultores familiares, cooperativas e movimentos sociais, para apresentar a identidade visual do evento, o tema e as comissões, além de traçar estratégias para a organização. Nesta edição, a coordenação-geral da Acof está com o professor e ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (EA/UFG), Edward Madureira, que também é vereador por Goiânia. A professora da EA Graciella Corcioli continua na equipe como vice-coordenadora.

Acof 2026
Edward Madureira, ex-reitor da UFG e vereador por Goiânia, coordena o evento em 2026

 

Edward comentou que o evento sempre traz a marca da inovação. “A feira alternava entre Goiânia e o interior. Porém, a pedido dos expositores, dos agricultores e dos parceiros, ela passou a ter uma versão anual em Goiânia por conta de uma série de coisas, por conta do público, por conta das possibilidades de promoção de relações dos agricultores com eventuais clientes”, comentou. O vereador complementou dizendo que Goiânia tem a característica de ser um local central, onde os negócios acontecem, o que contribui para o fortalecimento da agricultura familiar.

Ele também ressaltou que possui altas expectativas em relação ao crescimento do público na feira deste ano. Isso porque, no ano passado, houve um alcance recorde de público, com 12 mil pessoas que passaram pela feira e mais de R$ 600 mil em negócios no ramo da agricultura familiar. “Eu acredito que dá para sonhar com mais de 15 mil pessoas e quem sabe se aproximar do primeiro milhão de reais de negociação da Agro Centro-Oeste familiar deste ano. A mobilização está maior, o momento da agricultura familiar é melhor em função das políticas públicas, especialmente do governo federal, que estão dinamizando a agricultura familiar no estado e, é claro, cada vez mais o interesse da população por produtos de qualidade, por diversidade da alimentação”, afirmou Edward.

O professor pontuou ainda que a Universidade detém um importante papel de expandir e auxiliar os produtores agrofamiliares. “O papel da UFG é crucial, pois é o local da formação das pessoas para trabalhar na agricultura, mas ali também se desenvolvem grandes projetos de pesquisa, de extensão. Assim, torna-se possível agregar maior valor aos produtos da agricultura familiar.

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Reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves

 

Participação feminina

Para a reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, a Agro Centro-Oeste é mais que uma feira. "Ela conecta o conhecimento acadêmico com os produtores rurais e incentiva o cooperativismo, a sustentabilidade e a segurança alimentar". A temática deste ano, segundo ela, estabelece diálogo com todo e qualquer enfrentamento acerca da vivência feminina na sociedade, que enfrentam inúmeras dificuldades para protagonizar.

Graciella Corcioli ressaltou que cerca de 70% dos expositores da feira são mulheres. Ela observou que o evento é marcado pela participação feminina, tanto na produção de alimentos quanto na comercialização. “Neste ano, a intenção da Agro Centro-Oeste é homenagear essas mulheres e valorizar esse trabalho que é feito no campo”, disse.

Segundo ela, as mulheres sempre foram bastante invisibilizadas na agricultura e na pecuária. Porém, elas sempre estiveram presentes no trabalho do dia a dia do campo, nas pesquisas e na produção acadêmica. “A gente entende um ‘agro’, uma produção agrícola e pecuária como masculino e nunca como feminino. E nós somos maioria, inclusive no campo”.

Graciella destacou que as mulheres do campo são, na maioria das vezes, as responsáveis financeiras de suas famílias. “São as mulheres que estão lá no campo produzindo, pegando do cabo da enxada também, dirigindo seus tratores para produzir alimentos e para comercializar e abastecer o mercado interno”.

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Vice-coordenadora da Acof 2026, professora Graciella Corcioli

 

Fonte: Secom UFG

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