CCUFG divulga agenda cultural da semana de 9 a 13 de fevereiro
Público pode conferir peça teatral com inclusão para crianças e também duas exposições
O espetáculo “R&J – Sonhos Roubados”, da Cia de Teatro Sala 3, tem dramaturgia e adaptação de Rafael Freitas e Altair de Sousa, livremente inspirado nas obras “Shakespeare – R&J”, de Joe Calarco, e “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare (em diferentes traduções). A peça está em cartaz na terça-feira (10/2) e na quarta-feira (11/2), às 19 horas. A entrada é gratuita com retirada de ingressos pela plataforma Sympla e a classificação indicativa é 14 anos. Todas as sessões contam com interpretação em libras. No dia 11 de fevereiro, a sessão inclui audiodescrição para pessoas com deficiência visual. A trilha sonora original é assinada por Danilo Duarte. Considerada a história de amor mais célebre de todos os tempos, Romeu e Julieta permanece, há mais de quatro séculos, como fonte de estudo e reinvenção. Entre as inúmeras releituras já realizadas, R&J – Sonhos Roubados propõe uma versão brasileira que dialoga diretamente com o presente, refletindo sobre a crescente militarização das escolas e suas consequências na formação dos jovens, sobretudo no que se refere à repressão da sexualidade e à limitação da liberdade de expressão artística.
Já na Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG, em Goiânia, de 8 a 27/2, fica disponível aos visitantes a exposição Eu Vou Cuidar do Seu Jardim, do artista visual Emilliano Freitas, com curadoria de Mariane Beline. A abertura será realizada no dia 7/2, das 9h30 às 12h. A mostra apresenta 19 pinturas da série Cultivar jardins como quem mantém a mãe viva. A pesquisa tem como ponto de partida filmagens em VHS realizadas em 1998 pela mãe do artista, Elcione, que registrou seu jardim de roseiras, intercalando cenas de celebrações familiares com aproximações intensas da vegetação. Esses registros constroem uma paisagem íntima, onde o gesto de filmar se confunde com o cuidado.
E, para celebrar seus 15 anos, o CCUFG preparou a exposição O Volume da chuva é que decifra o dilúvio: diálogos contemporâneos no CCUFG, com curadoria de Paulo Duarte-Feitoza, que pode ser visitada até 14 de fevereiro. O título da mostra parte de um verso do poema Vaga litúrgica, do goiano Pio Vargas, para pensar a construção da memória institucional como processo de acúmulo, cuidado e transformação, tal como a chuva cujos pequenos volumes anunciam o dilúvio.
A exposição reúne trinta artistas e propõe ativar o acervo do CCUFG – um dos mais importantes patrimônios de arte contemporânea de Goiás – por meio de diálogos entre obras do acervo e produções inéditas. Seis artistas que ainda não integram a coleção foram especialmente convidados a escolher uma obra do acervo e, a partir dessa relação, criar um novo trabalho. As obras resultantes serão doadas ao Centro Cultural UFG, ampliando e diversificando o acervo público da Universidade.
Os artistas convidados são Adriana Mendonça, Benedito Ferreira, Emilliano Freitas, Fernanda Adamski, Genor Sales e Odinaldo Costa. Cada um dialoga respectivamente com Ana Maria Pacheco, Humberto Espíndola, Beatriz Milhazes, Octo Marques, Dalton Paula e RAVA, instaurando encontros entre distintas temporalidades, linguagens e trajetórias artísticas.
Ao lado desses diálogos comissionados, integram a exposição obras de Anahy Jorge, Angelo Venosa, Carlos Sena, Chantal DuPont, Cildo Meireles, Eduardo Berliner, Enauro de Castro, Evandro Soares, Glayson Arcanjo, Helô Sanvoy, Juliano Moraes, Leda Catunda, Luiz Mauro, Marcelo Solá, Paulo Veiga Jordão, Selma Parreira, Tomie Ohtake e Yara Pina. O conjunto reafirma a força e a diversidade das produções reunidas ao longo dos quinze anos do CCUFG como espaço público de cultura, pesquisa e formação artística.
资源: CCCUFG
