Ministro defende parceria com a academia e o uso da ciência no combate à fome
Wellington Dias participou da abertura do seminário sobre agricultura familiar
Texto: Versanna Carvalho
Fotos: Carlos Siqueira
A Universidade Federal de Goiás (UFG) está sediando o 1º Seminário Internacional Universidade e Agricultura Familiar nesta quinta e sexta-feira (5 e 6/2). O evento está sendo realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), no âmbito da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A cerimônia foi transmitida pelo canal do YouTube UFG Oficial.
A solenidade de abertura foi realizada no Salão Nobre da Faculdade de Direito, no Campus Colemar Natal e Silva, no Setor Universitário. O momento foi prestigiado pelo titular do MDS, ministro Wellington Dias. O responsável pela pasta do desenvolvimento social e combate à fome comentou que atualmente a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza reúne mais de 200 membros no mundo. O movimento foi criado pelo G20 em 2024 e é presidido pelo Brasil e pela Espanha. “Neste projeto a gente trabalha com países, organizações da sociedade civil, fundos financeiros do mundo e também com a academia e empresas”, enumerou.
Wellington Dias contou que foi uma alegria para ele que a UFG prontamente tenha aceitado integrar a Aliança Global, ainda em 2024, sendo umas das três primeiras universidades do País a aderir à iniciativa. “Hoje em Goiânia nós temos a oportunidade de trabalhar com as evidências [científica] do mundo voltado para o aprimoramento das políticas de apoio à agricultura familiar e aos pequenos agricultores na perspectiva não só de superação da pobreza, mas de formar uma grande classe média rural”, explicou.
“As universidades são agentes transformadores e podem contribuir efetivamente em pautas extremamente importantes da sociedade brasileira, do ponto de vista da ciência, da pesquisa, da produção do conhecimento, da extensão”, ressaltou a reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves. A recém-empossada reitora, destacou também que “as universidades não apenas estudam os desafios, mas também criam soluções, formam capacidades e fomentam a inovação”. Sandramara afirmou ainda que a expectativa é que o seminário vá além das discussões e gere produtos concretos, redes de pesquisa, projetos de extensão, programas de formação, acordos de cooperação.
Ponto de partida
A coordenadora-geral do seminário e ex-secretária de Relações Internacionais da UFG, Rejane Ribeiro-Rotta, celebrou a realização do simpósio e a todos os que contribuíram e reuniram esforços para que o evento ocorresse, no início de fevereiro, conforme o planejado. “E este seminário não é um fim, mas um ponto de partida para relações concretas e colaborações duradouras”, afirmou a organizadora.
Rejane também comemorou o fato de o evento ser internacional, com participantes da América Latina e sobretudo do Mercosul, como Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Chile, além do México e de Portugal. “Também é um espaço para a prática da internacionalização em casa, que é o que estamos fazendo aqui, promovendo a nossa integração multicultural, caminho para um mundo mais justo e multilateral”, observou.
A mesa diretiva foi composta pela reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves; ministro do MDS, Wellington Dias; diretora de Apoio à Aquisição e Comercialização da Agricultura Familiar da Secretaria de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do MDA, Regilane Fernandes; coordenador do grupo de trabalho de Cooperação Acadêmica MDS, João Paulo de Faria Santos; representante da Reunião Especializada em Agricultura Familiar (Reaf) do Mercosul, Pablo Rush; e reitora da UFG no período 2022-2025, Angelita Pereira de Lima.
Seminário
O 1º Seminário Internacional Universidades e Agricultura Familiar tem como tema central “A integração do ensino, pesquisa e extensão como estratégia para a construção da soberania e segurança alimentar e nutricional”. O objetivo do simpósio é mapear, sistematizar e analisar políticas públicas voltadas à soberania e à segurança alimentar e nutricional, bem como à mitigação da fome e da pobreza, com base em evidências e experiências concretas implementadas na América Latina, com ênfase nos países do Mercosul. A proposta é fortalecer o papel das universidades e da cooperação internacional na construção de soluções estruturantes para os sistemas alimentares.
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Quelle: Secom UFG
