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Marcelo Rabahi e Rui Ferreira assumem direção da FM

在 25/01/26 11:47 上。

Solenidade ressaltou importância de aliar tecnologia e humanização na medicina

Texto: Caroline Pires

Fotos: Evelyn Parreira

 

O Teatro Asklepiós, que por tantas vezes sediou momentos históricos da Universidade Federal de Goiás (UFG), ficou repleto na última quinta-feira, 22/1, para receber Marcelo Rabahi e Rui Gilberto Ferreira, que tomaram posse nos cargos de diretor e vice-diretor da Faculdade de Medicina (FM), para o mandato 2026-2030. A solenidade reuniu familiares, autoridades do estado e município, além de membros da comunidade universitária que puderam acompanhar discursos marcados pelo respeito e gratidão pela história da FM, que se somou aos planos para que a unidade acadêmica siga avançando e atenta as inovações tecnológicas. A apresentação cultural que abriu o evento ficou a cargo da pianista Consuelo Quireze e da flautista Sara Lima. O álbum completo do evento estará em breve disponível nesta notícia. 

Comprometendo-se em seguir avançando de mãos dadas com a Faculdade de Medicina, nessa gestão que se inicia na UFG e que, pela primeira vez, é gerida por duas mulheres, Sandramara Matias Chaves, reitora da UFG, dividiu parte de sua história com a unidade acadêmica. Ela lembrou que atuou junto à FM no Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, quando trabalhou com a formação pedagógicas dos professores, além da sua participação na reformulação de programas pedagógicos do curso. Diante das atuais discussões sobre os resultados do Exame Nacional de Avaliação em Formação Médica (Enamed), a reitora destacou que o excelente desempenho da UFG e das demais universidades federais do Brasil. “Esse resultado nos leva a valorizar ainda mais uma Educação de qualidade, pública e socialmente referenciada. Com certeza alcançaremos patamares ainda mais altos nos próximos anos”, projetou a reitora.

Ainda sobre o Enamed, Daniel Vilela, vice governador, considerou fundamental a criação de um exame de proficiência médica e afirmou que o poder público está diante de quadro que é bastante desafiador, uma vez que precisa contratar profissionais para atender toda a população, sem deixar de priorizar a qualidade de formação desses médicos. Ele ainda destacou que governo do estado de Goiás possui inúmeras parcerias exitosas com a UFG e a Faculdade de Medicina e comprometeu-se a seguir estreitando esta relação. “Que novas parcerias possam ser feitas para desenvolvermos juntos políticas públicas com avanços e sucessos para corresponder às expectativas dos nossos cidadãos”, pontuou.

Afirmando que a posse é um momento de gratidão, Marcelo Rabahi iniciou sua fala agradecendo a reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, que colaborou, junto com ele para a reformulação do Programa Pedagógico da FM, anos atrás. Professor da faculdade há 20 anos, ele frisou que aprendeu muito com a inquietude e otimismo de Waldemar Naves, diretor que deixou o cargo. “Com ele não existe a possibilidade de algo dar errado. A sua determinação pode ser vista a olhos vivos com as conquistas de infraestrutura da nossa faculdade”, exemplificou. Marcelo Rabahi considerou ainda que assumir a direção é uma grande responsabilidade, mas que ele não irá sozinho, já que pode contar com os demais docentes e técnicos-administrativos nesse processo. Ao afirmar que foi assinado na última semana um novo convênio de estágio com a cidade de Aparecida de Goiânia, ele destacou que esse momento confirma o seu compromisso com a Educação, "uma vez que essa é a cultura que eu herdei dos meus pais. Iremos avançar nesse contexto, de hospitalidade e acolhida, e de mãos dadas com a tecnologia”, comprometeu-se o diretor empossado. Ele lembrou que carrega consigo os 65 anos da FM e que agora cabe o enfrentamento da tecnologia com audácia, mas sem perder a humanização na formação profissional. “Mas do que indicadores positivos do nosso curso, queremos pautar a jornada dos nossos estudantes, cuidando para que a integração com a sociedade e a saúde mental de cada um dos nossos alunos também seja priorizada”, reforçou. Por fim, ele apresentou os planos de construção de mais dois andares da FM e “que eu continue honrando a jornada desses 14 diretores que me antecederam”, finalizou.

 

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Marcelo Rabahi, diretor da FM, Camila Caixeta, vice-reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, Reitora da UFG, Rui Gilberto Ferreira, vice-diretor da FM e Daniel Vilela, vice governador do Estado de Goiás

 

Vindo de Porangatu há 46 anos atrás, Waldemar Naves lembrou a trajetória de sua formação profissional, praticamente toda realizada na FM, "cheguei aqui quando ainda tinha 16 anos. Nesse prédio eu fui aluno e avancei na caminhada acadêmica”, lembrou. O professor elencou conquistas de sua gestão, como a criação de laboratórios para atender a formação dos estudantes, o Instituto da Mulher e o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA/SAÚDE), que é uma oportunidade para fomentar avanços tecnológicos da Medicina em Goiás. “Mas para além de todas as conquistas em estruturas, não posso deixar de reforçar que nossos estudantes, que atingem nas avaliações o patamar mais alto possível, são a nossa maior riqueza. Medicina acima de tudo é arte, então que possamos sempre sair dos nossos escritórios para seguir avançando e produzindo, sem perder o olhar humanizado”, finalizou.

O vice-diretor que assume o cargo, Rui Gilberto Ferreira, agradeceu o legado de compromisso da gestão que deixa a direção da FM “com certeza nos foi deixado um solo fértil onde nós iremos construir as bases dessa nova gestão”. Ele entende ainda que a vice direção seja um espaço de escuta dos estudantes, ao mesmo tempo que dialogue com as fronteiras da genética e com a inteligência artificial, “mas sempre lembrando que a tecnologia nunca pode atrapalhar a escuta e atenção humana com o paciente. Por isso, inclusive, consideramos como fundamental o equilíbrio entre a avaliação da competência técnica e o cuidado humanizado para cuidar da vida humana”, defendeu. Alexandre Pinto Cardoso, reitor da Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ) entre os anos de 1989 e 1990, conviveu com Marcelo Rabahi e o aconselhou sobre a empreitada da gestão em uma Universidade, destacando que a conciliação entre conhecimento e humanidade é uma tarefa difícil no dia-a-dia. “Marcelo Rabahi cumpriu o sonho de todo professor, como eu: ver seus alunos te superando”, considerou.

Servidora emérita da UFG, Izildinha Alves Jorge, representou os técnicos-administrativos da FM na entrega de uma homenagem a Waldemar Amaral e discursou sobre a responsabilidade de formar vidas. “Contem com nosso apoio para que possamos construir um futuro ainda mais promissor para a nossa instituição”, afirmou. Ela ainda considerou que a gestão que deixa o cargo deixou um impacto profundo na instituição, “sob sua liderança, doutor Waldemar, testemunhamos o avanço do Ensino, o crescimento da Pós-graduação e a valorização do papel humano no exercício da medicina. Seu legado seguirá vivo no coração de cada médico formado aqui ao longo desses oito anos”, finalizou.

Compuseram a mesa diretiva do evento: Alexandre Pinto Cardoso, reitor da UFRJ entre os anos de 1989 e 1990, Waldemar Neves Amaral, diretor que deixa o cargo da FM, Camila Cardoso Caixeta, vice-reitora da UFG, Rasivel Santos, Secretário de Saúde do estado de Goiás, Daniel Vilela, vice governador de Goiás, Sandramara Matias Chaves, reitora da UFG, Vanessa Ribeiro Lopes, da diretoria de Urgência da Secretaria Municipal de Saúde, Leandro Vilela, prefeito de Aparecida de Goiânia, Marcelo Rabahi, diretor que assume a FM, Rui Gilberto Ferreira, vice diretor da FM que assume o cargo, e Izildinha Jorge, servidora emérita da UFG. 

 

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A reitora da UFG lembrou que já ministrou aulas para o PPG de Ciências da Saúde e auxiliou na elaboração de Projetos Pedagógicos do curso de Medicina

 

 

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Teatro Asklepiós da Faculdade de Medicina ficou repleto de familiares e membros da comunidade universitária

资源: Secom/UFG

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