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Camila Romero e Jaqueline Pereira assumem direção da FCS

Sur 15/01/26 06:51.

Cerimônia foi marcada por discursos em defesa da permanência estudantil

Texto: Caroline Pires

Fotos: Júlia Mariano

 

Em uma cerimônia marcada por agradecimentos e pelo compromisso de lutar para a ampliação das políticas de permanência e reforço do diálogo e respeito entre os membros da comunidade universitária, as professoras Camila Romero Lameirão e Jaqueline Pereira de Oliveira assumiram hoje, 14/1, os cargos de diretora e vice-diretora, respectivamente, da Faculdade de Ciências Sociais (FCS/UFG), para o mandato de 4 anos. O evento, realizado no auditório Marielle Franco, reafirmou o compromisso da gestão da UFG em prol de desenvolver ações concretas em prol da inclusão, em suas mais diversas formas. Confira o álbum de fotos do evento.

Camila Romero, docente há mais de uma década na UFG, compartilhou que, quando prestou o concurso na Universidade em 2013, ficou impactada com o afeto de Luiz Mello, então diretor que deixa o cargo, que lhe incentivou e encheu de esperanças sobre a possibilidade de que ela pudesse assumir como professora. Segundo a professora, ao longo desses anos a sua trajetória foi marcada por exemplo de empatia, “eu não posso deixar de dizer ainda que, de maneira muito especial, se estamos aqui é graças ao incentivo de Jaqueline, que desde o primeiro momento não apenas apoiou mas mobilizou a comunidade da FCS”. Camila Romero relembrou que é carioca, de uma família que foi atravessada por questões financeiras e de saúde mental e que a sua vida exemplifica como o ingresso em uma instituição de ensino superior pública foi libertador. “Desde de 2001 estou ininterruptamente em uma Universidade pública e quis compartilhar essas histórias tanto porque talvez exista uma identificação com nosso corpo docente e discente, mas também para ressaltar como transformamos as vidas pela Educação. Então, se hoje, após 25 anos, eu estou aqui fazendo esse discurso, é porque no futuro outros estarão aqui no meu lugar, gratos por essa história”, incentivou. Segundo ela, as micro ações cotidianas impactam o nosso dia-a-dia e a vida das pessoas “e é sob esse horizonte que nós iremos mirar as nossas ações, e nesse contexto que queremos trabalhar, especialmente, na integração entre os cursos, estudantes e servidores”, afirmou. Ela reafirmou ainda o compromisso da nova direção de gerir a FCS sem nenhuma forma de seletividade ou interesses particulares, “queremos seguir dirigindo a FCS na altura que ela merece: lá em cima”.

 

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Reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, destacou em seu discurso o cinco pilares da sua gestão: diálogo, respeito, ética, acolhimento e transparência

 

Ressaltando que sem a presença generosa de sua família ela não teria chegado a esse momento, a vice-diretora empossada, Jaqueline Pereira de Oliveira, iniciou sua fala, destacando ainda as discussões coletivas e comprometidas que foram realizadas durante o processo eleitoral. Ela destacou ainda a responsabilidade da gestão que deixa o cargo, ressaltando a sensatez e as mudanças de infraestrutura que deixaram o prédio mais alegre e acolhedor. “A UFG tem 65 anos e durante muito tempo esse espaço foi interditado para pessoas como eu. Mas hoje eu tenho muito orgulho de ser egressa dessa casa, e ser professora da FCS sempre foi meu sonho, mesmo quando ainda estava na graduação em 2004”, recordou. Ela afirmou também que assumir o cargo consolida o projeto de Universidade comprometido com o fim das desigualdades. “Reafirmo aqui o compromisso de estimular as discussões dialogadas, oferecer processos de ensino firmados nos princípios da emancipação e a justiça social. Bem como o fortalecimento da pesquisa e das ações de extensão”, comprometeu-se Jaqueline Pereira. Segundo ela, um dos principais pilares do projeto da gestão é garantir a permanência dos estudantes e, nesse sentido, “as políticas de ações afirmativas são fundamentais e devem ser fortalecidas. O que exige o compromisso de mitigar estruturas internas que impedem o ingressar e o permanecer”, defendeu.

A reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, iniciou seu discurso enaltecendo a presença de uma mesa composta majoritariamente por mulheres e a importância da Universidade ter, pela primeira vez, duas mulheres à frente da Reitoria, no compromisso de fazer o melhor possível para entregar o melhor para a instituição. “Será com base nos princípios do diálogo, respeito, acolhimento, ética e transparência que iremos lutar pelo que acreditamos, na defesa de nossa Universidade. Essa aproximação é fundamental”, anunciou. A reitora destacou a importância da aproximação das entidades de classe e a retomada da reunião mensal de diretores de unidades acadêmicas e órgãos, “estamos iniciando uma gestão de portas abertas”. Com 33 anos de UFG, Sandramara Matias Chaves valorizou as histórias compartilhadas nos discursos anteriores e afirmou que chega à gestão com humildade, mas ao mesmo tempo convicção de que muito pode ser feito. “Assim como vocês, nós construímos uma plataforma de contribuições e grupos de trabalho. O Plano de Gestão será discutido com os diretores para ser levado à apreciação do Conselho Universitário, em março." Em consonância com os discursos anteriores, a reitora falou que as ações serão articuladas para ampliar e melhorar as condições de permanência, “essa bandeira da inclusão me é muito cara desde quando eu fui pró-reitora de graduação e continuará sendo”.

 

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Jaqueline Pereira, vice-diretora, e Camila Romero, diretora da Faculdade de Ciências Sociais para o mantado 2026-2030

 

Luiz Mello, diretor que deixa o cargo, iniciou sua fala agradecendo o apoio dos estudantes no processo eleitoral, e reforçando que antes de tudo a Universidade é um espaço do Ensino. Ele lembrou de como a Universidade se encontrava décadas atrás e as transformações que vieram a partir do Reuni, “hoje estamos em um lugar muito mais agradável mas ao mesmo tempo muito mais complexo e desafiador. Uma vez que o objetivo dos estudantes não é apenas ingressar, mas permanecer, sair e vivenciar mudanças nas suas vidas”, explicou. Luiz Mello desafiou as unidades acadêmicas a estabelecerem um diálogo com a Reitoria, “espero muito que algumas práticas sejam restabelecidas, já que todos nós somos a gestão da instituição”, ponderou. Ele agradeceu ainda a cooperação dos estudantes e dos servidores técnico- administrativos, “hoje somos um prédio colorido e acolhedor, mas infelizmente está mais vazio desde a pandemia. Que possamos valorizar as estruturas da Universidade e trazer mais pessoas para todos os nossos espaços”. Por fim, ele relembrou que sem pessoas nada avança, e que “eu quero que a UFG siga sendo essa estrela, no Brasil e no mundo. E desejo ainda que a FCS seja potencialmente vista como uma parceira, dentro e fora da instituição”, concluiu seu discurso.

 

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Diretor que deixa o cargo, Luiz Mello, destacou a importância do fortalecimento de ações de permanência e ocupação dos prédios da UFG

Source: Secom UFG

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