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Pesquisadores trabalham na criação e manutenção de ventiladores mecânicos

Em 25/03/20 06:37. Atualizada em 27/03/20 09:24.

Professor da EMC projeta respiradores com um custo cinco vezes mais baixo do que os de mercado para tratamento de pacientes infectados com o novo coronavírus

Texto: Augusto Araújo

Fotos: Divulgação 

A Universidade Federal de Goiás (UFG) está desenvolvendo mais uma iniciativa para auxiliar no combate ao novo Coronavírus em Goiás. Trata-se da criação de novos respiradores mecânicos e a manutenção de equipamentos em desuso com o objetivo colaborar para equipar melhor as unidades de saúde do estado.

"O ventilador mecânico é um equipamento que sopra o oxigênio puro ou uma mistura de ar e oxigênio para dentro do pulmão do paciente", nos explica o professor Sigeo Kitatani Júnior, da Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e de Computação (EMC). Segundo ele, o equipamento é útil para ser adotado diante de casos graves, em que o paciente perde a capacidade de respirar, por possuir uma insuficiência respiratória ou por estar em coma.

O professor explica que a iniciativa está dividida em duas frentes. A primeira delas busca desenvolver um equipamento a um custo menor do que o de mercado e que seja viável para ser fabricado rapidamente. ''Nossa intenção é complementar a quantidade de equipamentos que hoje estão funcionando nas redes hospitalares aqui em Goiânia", pontua Kitatani. O professor lembra ainda que o preço de um respirador mecânico hospitalar é de aproximadamente R$ 100.000,00 (cem mil reais), mas que atualmente está sendo vendido pelo dobro do preço. "Queremos fabricar um que custe menos de cinco vezes o valor de mercado", afirmou.

Já a outra frente desta iniciativa é a de manutenção e reutilização de ventiladores mecânicos que estão em desuso. Durante as suas avaliações, a equipe formada por engenheiros e médicos pneumologistas da UFG poderão avaliar equipamentos que não estão sendo utilizados ou estão estragados em instituições públicas e privadas.

''Estimamos que são mais de 60 equipamentos que estão em desuso e que podem ser consertados, para que a gente tenha uma disponibilidade imediata desses respiradores. São respiradores profissionais, feitos por empresas especialistas, e possuem alto custo", concluiu. De forma prática, o objetivo é  reunir todos esses respiradores em desuso,  identificar qual seria o problema do aparelho, trocar peças e os deixar aptos para serem utilizados durante a pandemia.

 

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Fonte: Secom/UFG

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