
Nota à Comunidade Universitária sobre as ocupações na UFG
Reitoria ressalta que a ocupação prejudica sobretudo a própria comunidade universitária e reitera a importância da desocupação dos prédios
Sobre a ocupação do prédio da Reitoria da Universidade Federal de Goiás (UFG) e de algumas unidades acadêmicas e órgãos por estudantes que se opõem à PEC 241, a UFG, conforme nota do Conselho Universitário (Consuni) divulgada na última sexta-feira (21/10), informa que é contrária à aprovação da PEC 241 e se solidariza com a mobilização da sociedade contra a retirada de direitos sociais previstos na Constituição.
Entretanto, é importante ressaltar que a ocupação dos prédios inviabiliza atividades acadêmicas e administrativas desenvolvidas nas unidades de ensino, órgãos, no Gabinete e nas Pró-Reitorias, bem como o atendimento às demandas e obrigações relacionadas a estudantes, professores, técnico-administrativos, bolsistas, prestadores de serviço, fornecedores, entre outros.
Entre os problemas acarretados pela ocupação do prédio da Reitoria estão:
1 – atraso no pagamento de bolsas a estudantes (moradia, alimentação e permanência), auxílio para participação de estudantes em eventos, estagiários, monitores e o pagamento de auxílios, diárias e salários dos servidores;
2 – devolução irreversível de recursos orçamentários descentralizados tais como Programa de Apoio a Cursos de Pós-Graduação (Proap), Programa de Extensão Universitária (ProExt), dentre outros, caso os processos não sejam concluídos até o dia 31 de outubro para serem empenhados;
3 – devolução de recursos orçamentários relativos aos processos licitatórios em andamento que não forem finalizados até o dia 4 de novembro;
4 – atraso no pagamento de fornecedores, terceirizados e outros, cujo recurso foi liberado no dia 21/10/2016 à noite.
Diante desse cenário, a Reitoria reitera que a ocupação prejudica sobretudo a própria comunidade universitária e ressalta a importância da desocupação dos prédios. Reafirma o posicionamento contrário da UFG à PEC 241 e manifesta a sua disposição em manter aberto um canal de diálogo para, juntos, trabalharmos contra o corte no orçamento das universidades federais e a retirada de direitos sociais.
Fonte: Ascom/UFG