International Day na UFG fortalece a cultura da internacionalização
Evento realizado anualmente facilita o acesso dos estudantes às oportunidades de intercâmbio
Texto: Kharen Stecca e Rafaela Fonseca
Fotos: Lucas Yuji
O International Day, consolidado como o maior evento anual da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Universidade Federal de Goiás, reafirma o compromisso da universidade com uma formação global e acessível. Segundo o secretário de Relações Internacionais, Alexandre Badim, a internacionalização não deve ser vista como um "sonho impossível", mas como uma realidade integrada à vida universitária que visa formar pessoas capazes de dialogar com o mundo contemporâneo. A secretária adjunta, Aline Marques, reforçou que o evento busca mostrar "vocês no mundo, mas também o mundo na UFG", destacando que o contato intercultural pode começar dentro da própria instituição por meio de programas como a "Internacionalização em Casa". Confira as fotos do evento aqui.
Para a gestão da UFG, essa iniciativa qualifica o conhecimento produzido e fortalece a excelência acadêmica ao ampliar os horizontes dos estudantes de graduação e pós-graduação. O evento foi realizado no dia 17 de abril, durante todo o dia, no Teatro da Escola de Música da UFG, com diversas palestras, uma feira para tirar dúvidas dos estudantes e promover o contato com os representantes de diversos países e também sorteios. Representantes da Itália, Espanha, Suécia e Alemanha (esse ocorrido no período vespertino) palestraram durante o evento.
A vice-reitora da UFG, Camila Cardoso Caixeta apontou o prestígio que a UFG recebe pelas ações de internacionalização: “A internacionalização tem sido ao longo dos anos uma crescente, em todos os lugares que a gente vai a Universidade é lembrada com muito carinho, potência e respeito”, destacou a vice-reitora. Ela também ressaltou a grande potência interna que a Universidade possui e deixou um recado para os alunos: “espero que saiam daqui mais encantados e também esperançosos das oportunidades de internacionalização”.
Representando a Itália, o diretor David Uboldi destacou a longa tradição acadêmica do país, que abriga a universidade mais antiga do mundo, em Bolonha. Ele ressaltou que estudar na Itália é uma experiência que combina tradição e inovação, oferecendo mais de 600 cursos ministrados em inglês e diversas oportunidades de bolsas, focado em áreas científicas e tecnológicas. Uboldi também salientou a semelhança no estilo de vida entre brasileiros e italianos, o que facilita a adaptação dos intercambistas. Ele também mencionou a força da pesquisa italiana em setores como design, arquitetura e neurociências.
Pela Espanha, o representante Pablo Brenot enfatizou que a língua espanhola é um dos maiores ativos para os estudantes brasileiros, sendo o segundo idioma mais exigido para negócios no mundo e facilitando o convívio com os vizinhos da América Latina. Ele apontou que a Espanha é líder em áreas como agrobiotecnologia e energias renováveis, oferecendo um ensino de alto padrão com custos competitivos. Entre as principais oportunidades de financiamento, Pablo destacou as bolsas da Fundação Carolina, voltadas especificamente para estudantes da América Latina em níveis de mestrado e doutorado, além de parcerias de mobilidade que a UFG mantém com diversas universidades espanholas.
A Suécia, representada por Leandro Rocha, apresentou-se como um destino importante para quem se interessa em sustentabilidade e inovação, sendo o país número um em transição energética e o local de origem do Prêmio Nobel. Ele explicou que não é necessário saber sueco para estudar no país, pois a grande maioria dos mestrados é lecionada integralmente em inglês. O grande destaque para os brasileiros é a bolsa "Global Professionals Scholarship", do Instituto Sueco, que é descrita como uma oportunidade completa por cobrir todos os gastos de viagem, moradia, alimentação e as taxas do curso. O representante incentivou os alunos a buscarem uma educação internacional que é amplamente valorizada pelo mercado global.
Encerrando as orientações, o coordenador administrativo da SRI, Vinícius Marques, detalhou as oportunidades imediatas, como os editais da Fundação Botín e de mobilidade para a Colômbia. Ele destacou como "carros-chefe" os programas da Associação de Universidades Grupo Montevideo (AUGM) e Programa de Intercâmbio Acadêmico Latino-Americano (Pila), que oferecem vagas de intercâmbio na América Latina com auxílio financeiro da UFG para passagens e garantia de hospedagem e alimentação pelas instituições parceiras. Vinícius orientou os estudantes a consultarem regularmente o site da SRI (sri.ufg.br), onde é possível encontrar um mapa de acordos ativos e a seção de "Oportunidades Externas", que é atualizada constantemente com novas chamadas de parceiros internacionais. Ele ressaltou a importância de conhecer a resolução CEPEC 1849 para garantir que a mobilidade ocorra de forma regular e sem prejuízo à matrícula do aluno.
Estandes dos países - Além das palestras e apresentações, estandes de cada país foram montados para dar informações e tirar dúvidas dos estudantes sobre as oportunidades de estudar no exterior. Maria Luiza Freitas e Marcela Khoury, estudantes do curso de Psicologia da UFG e participaram pela primeira vez do International Day. Ambos se interessaram pelo intercâmbio para a Suécia. “Agora com a faculdade isso se torna mais real, essa possibilidade. Sinto que com a UFG por meio das bolsas, do estudo, eu consigo ir para outros países”, afirmou Maria Luíza. Marcela destacou que iria para todos os países que tivesse oportunidade.
Daniel Viana é egresso do curso de Educação Física da UFG e veio checar as oportunidades do International Day como já fez em anos anteriores. Ele também se interessou pela mobilidade para a Suécia e planeja morar lá um dia.
Fonte: Secom UFG
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