UFG propõe criação de Plataforma Educacional usando IA
Ideia apresentada, à Secretaria Estadual de Saúde, propõe usar IA para capacitar agentes de saúde
Texto: Caroline Pires
A Reitoria da UFG se reuniu na tarde de ontem, 2/3, com o Secretário Estadual de Saúde (SES), Rasivel Santos com o objetivo de apresentar a proposta da criação de uma Plataforma Educacional, voltada para agentes comunitários de saúde, visando auxiliar na orientação, acompanhamento e direcionando possíveis diagnósticos de pacientes. A proposta é que o projeto seja inicialmente voltado para orientação, diagnóstico e monitoramento de câncer de mama mas que, com o seu desenvolvimento, a plataforma também seja utilizada também em outras frentes de saúde.
A professora da escola de Medicina da UFG, e uma das idealizadoras do projeto, Rosemar Rahal, explicou que a ideia seria utilizar a Inteligência Artificial para alimentar a plataforma, criando um espaço para que os agentes pudessem ter acesso, de maneira dinâmica e clara, a informações que podem fazer toda a diferença para o diagnóstico de pacientes. “Pensamos que se esse agente for nutrido com informação, as visitas domiciliares podem ser melhor aproveitadas. Uma vez consolidada, a plataforma pode ser alimentada das mais diversas formas”, defendeu. Para além da formação, também está previsto que o projeto crie um chatbot e colabore para a efetiva comunicação e aproximação com a realidade dos agentes comunitários de saúde.

Proposta foi apresentada a gestores da Secretaria Estadual de Saúde
Destacando que a UFG é referência nacional na área de Inteligência Artificial e que os trabalhos ligados à Saúde têm sido modelo para outras instituições, a reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves reforçou que a plataforma “valoriza e qualifica quem está na ponta dos processos de saúde, atuando diretamente na atenção básica. Além disso, sem dúvida essa atuação em muito iria beneficiar as mulheres em situação de vulnerabilidade”, argumentou. Já a vice-reitora da UFG, Camila Cardoso Caixeta, reforçou que a Universidade possui a expertise necessária para que a plataforma seja construída, entre em funcionamento e possa ser incrementada futuramente. A previsão é que a Plataforma de formação para agentes comunitários de saúde demande cerca de 1,6 milhões de reais em recursos.
Rasivel Santos considerou que as parcerias e aproximações da gestão pública com as Universidade são fundamentais e que a Ciência deve ser entendida como uma aliada para políticas públicas efetivas e eficientes. “Estamos desenvolvendo nesses anos um trabalho de regionalização da saúde, chegando a todas as regiões do estado de Goiás. Sem dúvida, um treinamento especializado para a atenção primária seria excelente”, destacou. Atualmente, Goiás conta com pouco mais de 8 mil agentes comunitários de saúde.
Participaram da reunião Luciano Carvalho, subsecretário de políticas e ações de saúde, Amanda Limongi, superintendente de política e atenção básica da saúde, Luiselena Esmeraldo, superintendente de tecnologia, inovação e saúde Digital, todos vinculados a SES. Estiveram presentes ainda Kamila Rabelo, Superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) e Daiana Stasiak, professora da Faculdade de Informação de Comunicação da UFG.

Fonte: Secom UFG
