CCUFG divulga agenda cultural da semana de 2 a 7 de fevereiro
Público pode conferir peças teatrais com inclusão para crianças e também duas exposições
Goiânia recebe, entre os dias 5, 6 e 7/2, a 7ª edição do Festin – Festival de Teatro Infantil de Goiás, um dos principais eventos dedicados às artes cênicas para a infância e juventude no estado. Com o tema “Vamos celebrar as diferenças e abraçar a imaginação!”, o festival oferece entrada gratuita e ocupa o Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG), no Setor Universitário, com uma programação diversa, sensível e profundamente comprometida com a inclusão.
Criado em 2017, dentro da Cia Flor do Cerrado, o Festin nasceu do desejo de ampliar o espaço para companhias goianas que produzem teatro para crianças e jovens. Ao longo de sua trajetória, o festival se consolidou não apenas pela qualidade artística, mas também pelo pioneirismo em ações de acessibilidade, como intérprete de Libras em todos os espetáculos, audiodescrição e, nesta edição, a ampliação do Teatro Azul, voltado ao acolhimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.
Já na Galeria de Vidro do Centro Cultural UFG, em Goiânia, de 8 a 27/2, fica disponível aos visitantes a exposição Eu Vou Cuidar do Seu Jardim, do artista visual Emilliano Freitas, com curadoria de Mariane Beline. A abertura será realizada no dia 7/2, das 9h30 às 12h.
A mostra apresenta 19 pinturas da série Cultivar jardins como quem mantém a mãe viva. A pesquisa tem como ponto de partida filmagens em VHS realizadas em 1998 pela mãe do artista, Elcione, que registrou seu jardim de roseiras, intercalando cenas de celebrações familiares com aproximações intensas da vegetação. Esses registros constroem uma paisagem íntima, onde o gesto de filmar se confunde com o cuidado.
E, para celebrar seus 15 anos, o CCUFG preparou a exposição O Volume da chuva é que decifra o dilúvio: diálogos contemporâneos no CCUFG, com curadoria de Paulo Duarte-Feitoza, que pode ser visitada até 14/2. O título da mostra parte de um verso do poema Vaga litúrgica, do goiano Pio Vargas, para pensar a construção da memória institucional como processo de acúmulo, cuidado e transformação, tal como a chuva cujos pequenos volumes anunciam o dilúvio.
A exposição reúne trinta artistas e propõe ativar o acervo do CCUFG – um dos mais importantes patrimônios de arte contemporânea de Goiás – por meio de diálogos entre obras do acervo e produções inéditas. Seis artistas que ainda não integram a coleção foram especialmente convidados a escolher uma obra do acervo e, a partir dessa relação, criar um novo trabalho. As obras resultantes serão doadas ao Centro Cultural UFG, ampliando e diversificando o acervo público da Universidade.
Os artistas convidados são Adriana Mendonça, Benedito Ferreira, Emilliano Freitas, Fernanda Adamski, Genor Sales e Odinaldo Costa. Cada um dialoga respectivamente com Ana Maria Pacheco, Humberto Espíndola, Beatriz Milhazes, Octo Marques, Dalton Paula e RAVA, instaurando encontros entre distintas temporalidades, linguagens e trajetórias artísticas.
Ao lado desses diálogos comissionados, integram a exposição obras de Anahy Jorge, Angelo Venosa, Carlos Sena, Chantal DuPont, Cildo Meireles, Eduardo Berliner, Enauro de Castro, Evandro Soares, Glayson Arcanjo, Helô Sanvoy, Juliano Moraes, Leda Catunda, Luiz Mauro, Marcelo Solá, Paulo Veiga Jordão, Selma Parreira, Tomie Ohtake e Yara Pina. O conjunto reafirma a força e a diversidade das produções reunidas ao longo dos quinze anos do CCUFG como espaço público de cultura, pesquisa e formação artística.
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